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* Renato Grinberg

Fim de ano é sinônimo de reflexão sobre o que deu certo ou errado em nossas vidas e essa análise engloba nosso desempenho no âmbito profissional. Em 2009, percebi que, por mais difícil que seja alcançar a posição desejada no mercado de trabalho, muitos profissionais ainda não estão preparados nem para os processos seletivos, primeiro passo para uma carreira de sucesso.

Por isso, apresento os principais erros que presenciei ao longo deste ano para que você não corra o risco de repeti-los em 2010. Aproveite as dicas para programar um 2010 diferente e fazer sua carreira decolar:

  • Não conhecer a empresa para a qual se candidatou – Inúmeras vezes, ainda durante a primeira fase da seleção, quando perguntados sobre as características da empresa em que desejam trabalhar, os candidatos demonstraram total desconhecimento. Isso é visto como despreparo ou falta de interesse e, com certeza, torna-se uma grande barreira para se conseguir uma vaga. Utilize a internet para descobrir mais sobre a organização que te convidou para uma entrevista, pois os sites costumam ter as informações necessárias para que você não faça feio.
  • Desistir da vaga no meio da entrevista – Não parece absurdo, ou no mínimo, estranho que uma pessoa levante e deixe o processo de seleção no meio da entrevista? Pois é, mas isso acontece. Os motivos para esse grande erro podem ser vários, desde a falta de conhecimento sobre as atividades que serão exercidas em caso de contratação até a simples falta de bom senso do candidato. Independente do caso, mesmo que você descubra no meio da entrevista ou de um teste que não quer mais aquele trabalho, demonstre comprometimento e termine o que começou.
  • Falar mal das empresas pelas quais passou ou dos antigos chefes – Por mais que sua experiência tenha sido ruim em outras oportunidades de emprego, não toque nesse assunto durante a entrevista a não ser que a pergunta apareça. Deixar isso claro logo em um primeiro momento demonstra que você é uma pessoa que poderá repetir essa atitude e prejudicar a imagem da organização que pensa em contratá-lo. Se o entrevistador lhe fizer, especificamente, essa pergunta não fale que seu chefe era um idiota ou algo do tipo. Mencione as incompatibilidades que você tinha com seu chefe de uma maneira profissional e com exemplos específicos.
  • Chegar atrasado para um processo seletivo – Se você realmente quer aquele emprego não existe desculpa cabível para se chegar atrasado em uma entrevista. Não adianta jogar a culpa no trânsito ou no cachorro que roubou a sua meia. Imprevistos acontecem a todo o momento e a única maneira de se preparar para isso é sair com muito mais antecedência do que você já está acostumado. Caso sua entrevista for às 15h00min, planeje chegar ao local às 14h30min, para que tenha um tempo se pintar algo inesperado..
  • Não entender que procurar trabalho já é um trabalho – Muitos candidatos encaram o desemprego como um momento ruim, mas que irá passar naturalmente, sem muito esforço. Não se empenham de fato e acabam buscando oportunidades em uma área na qual não têm experiência ou as habilidades exigidas. Por isso, encare a busca de emprego já como um verdadeiro trabalho. Estabeleça uma rotina para o seu dia, defina metas, refine seus contatos e acione sua rede de relacionamento.
  • Saiba pedir demissão – Desligamentos são sempre difíceis, para as empresas e para as pessoas envolvidas. Por isso, seja ético e profissional nesse momento, pois ele será decisivo para deixar ou não as portas abertas para um eventual retorno. E-mails, telefonemas ou aviso por outras pessoas não são as melhores formas de anunciar que você está deixando a empresa. Pense na situação contrária e perceberá que gostaria de receber essa notícia do seu gestor pessoalmente. Lembre-se que o mundo corporativo é pequeno e pode dar muitas voltas. Por isso, sempre deixe as portas abertas.

Renato Grinberg é diretor Geral do portal de empregos Trabalhando.com.br e especialista em carreiras e mercado de trabalho. Grinberg desenvolveu sólida carreira internacional, tendo trabalhado em empresas como a Sony Pictures e a Warner Bros., nos EUA. Na Warner, foi selecionado para um programa de desenvolvimento de executivos onde apenas quatro profissionais eram selecionados por ano entre centenas de candidatos vindos dos mais prestigiados MBAs americanos. Concluiu seu MBA na University of Southern CaliforniaMarshall School of Business, é pós-graduado em Marketing pela University of California – Los Angeles e formado em música e filosofia pela FAAM

O estudo on-line “Evolução da gestão estratégica nas organizações brasileiras – 2009”, realizado pela 3GEN – Gestão Estratégica indica que as organizações, mesmo tendo seu mapa estratégico definido, apresentam dificuldades em realizar reuniões de gestão tendo a estratégia como principal pauta, o que é uma contradição em relação à formulação da estratégia ser apontada como a principal preocupação dos executivos.  A pesquisa foi fundamentada na observação detalhada dos dados coletados entre novembro de 2008 e outubro de 2009, compreendendo 343 respostas válidas (correspondente a aproximadamente 314 empresas) destacadas de uma amostra total de cerca de 750 acessos ao auto-diagnóstico online disponibilizado no website institucional da 3GEN Gestão Estratégica (www.3gen.com.br).

A grande questão deste estudo está relacionada à efetiva aplicação do BSC – Balanced Scorecard na gestão. Isto é crítico, pois o estudo indica que 32% daquelas organizações que têm mapa estratégico ainda não realizam reuniões de gestão estratégica e outros 35%, apesar de realizarem tais reuniões, não o fazem de forma sistemática. Ou seja, 2/3 das organizações que acreditam ter um modelo de gestão estratégica capaz de mantê-las em linha com a evolução da performance estratégica, na verdade subutilizam o modelo não avaliando continuamente o desempenho. Em grande medida, isto explica a frustração de algumas organizações com a utilização do BSC, pois foram corretamente construídos, mas não foram implementados em sua plenitude.

Uma das principais preocupações das organizações é fazer com que a estratégia se transforme em ação. Este é talvez um dos poucos consensos entre executivos, consultores e comunidade acadêmica.  Embora seja inegável a importância do planejamento estratégico, o desafio está de fato na construção de um processo de gestão que viabilize a sua execução. Embora a preocupação esteja presente, o fato concreto é que a execução da estratégia ainda carece de maior foco dos gestores e da implementação de ferramentas adequadas à gestão. Neste sentido, o Balanced Scorecard (BSC) tem se apresentado como uma alternativa importante para o efetivo gerenciamento da execução da estratégia.

Aprofundando o estudo nos temas específicos, foi possível observar que, dentre as organizações que responderam ao auto-diagnóstico, e que, portanto, têm algum interesse no tema Gestão Estratégica, apenas 37% têm um modelo de gestão estratégica desenvolvido parcial ou totalmente. Ou seja, apesar de a execução da estratégia ser considerada um grande desafio, muitas organizações não estão preparadas do ponto de vista do processo de gestão.

Interessante também é observar os dados sobre a adoção do mapa estratégico como modelo para traduzir a estratégia. Do total de respostas, 62% já estão utilizando ou pretendem utilizar o mapa estratégico, 26% estão desenvolvendo o mapa e 36% já tem o mapa desenvolvido de forma parcial ou total, ou seja, utilizando-se de perspectivas, objetivos, relações de causa-efeito, temas estratégicos e proposta de valor.

Numa comparação dos dados de 2009 com a base de 2008 pode-se observar que houve uma ligeira inversão de posição em relação às organizações que possuem diretrizes definidas, com 25% das organizações afirmando que não possuem mapa estratégico.

Em relação à comunicação, fator primordial para a execução da estratégia, o estudo mostra que das organizações que têm mapa estratégico, 26% comunicam a estratégia de forma sistemática e outros 44% comunicam a estratégia, porém sem regularidade. Por outro lado, 6% ainda não têm práticas que assegurem a comunicação da estratégia a todos os colaboradores. Existe, portanto uma correlação clara entre organizações que utilizam o BSC e a consciência acerca da necessidade de envolver todos os colaboradores na execução da estratégia.

Dentre as organizações que não possuem mapa, somente 4% comunicam sistematicamente a estratégia e outros 71% a comunicam parcialmente. Parte das organizações que não comunicam a estratégia está desenvolvendo um plano para tal, enquanto a outra parcela ainda não apresenta tal preocupação. Isto indica certa desconexão entre a importância dada à execução da estratégia e a prática adotada, pois sem conhecer a estratégia os colaboradores não serão capazes de implementá-la.

Merece destaque também o grau de desenvolvimento das organizações em relação aos seus processos, estrutura, tecnologia da informação e modelos de incentivo, em relação à estratégia. Se isolarmos o alinhamento de TI à estratégia, podemos observar que 44% das organizações estão completa ou parcialmente alinhadas, e outras 41% estão em processo de alinhamento. Se partirmos da premissa de que a estrutura deve seguir a estratégia, podemos afirmar que uma grande parcela nas organizações não está preparada para este desafio, pois somente 33% das organizações estão completa ou parcialmente alinhadas no que se refere aos processos e 40% alinharam completamente ou parcialmente a estrutura organizacional à estratégia.

Em relação à gestão do portfólio de projetos, o estudo traz um dado positivo, pois dentre as organizações que têm reuniões de gestão estratégica (41%), 32% afirmam fazer gestão de portfólio de projetos totalmente integrada à estratégia. Vale ressaltar também que a base de 2009 apresentou um número muito maior de organizações que têm a gestão de portfólio de projetos integrada à estratégia, em relação à base de 2008. Podemos, portanto, inferir que há, aparentemente, uma maior compreensão da necessidade desta prática para a execução da estratégia.

Analisando o conjunto dos dados, é possível afirmar que as organizações vivem um processo de maturação em relação à gestão estratégica. Temas críticos como a comunicação da estratégia e a gestão de portfólio estão na ordem do dia e em desenvolvimento. Por outro lado, embora os modelos de gestão estratégica já apresentem um importante grau de evolução, existem relevantes pontos que demandam melhorias. O principal alvo de atenção está exatamente na correta aplicação das metodologias, pois a subutilização ou implementação incorreta gera frustração em organizações que investiram importantes recursos em modelos de eficácia comprovada, trazendo consequentemente descrédito e resistências à implementação.

O mais importante, no entanto, é que o estudo evidencia que a execução da estratégia se consolidou como uma questão altamente relevante para as organizações e segue merecendo a atenção de executivos e acionistas.

Sobre a metodologia

Realizado pela 3GEN Gestão Estratégica pelo segundo ano consecutivo, o estudo Evolução da Gestão Estratégica nas organizações brasileiras – 2009 é uma fotografia do uso das melhores práticas de gestão voltadas para a execução da estratégia. Este estudo e as análises nele constantes foram fundamentados na observação detalhada dos dados coletados entre novembro de 2008 e outubro de 2009, compreendendo 343 respostas válidas (correspondente a aproximadamente 314 empresas) destacadas de uma amostra total de cerca de 750 acessos ao auto-diagnóstico online disponibilizado no web site institucional da 3GEN Gestão Estratégica (www.3gen.com.br). O auto-diagnóstico, estruturado a partir de 24 questões, proporciona uma visão comparativa de vários aspectos da execução da estratégia nas organizações e produz um relatório único para cada respondente sobre o seu posicionamento em relação ao grau de evolução da gestão estratégica e recomendações de melhorias a serem implementadas.

Quando precisam optar por uma profissão, muitas mulheres ficam em dúvida sobre qual caminho seguir. Algumas áreas parecem ser dominadas por homens e não chamam a atenção, como o mercado de TI. Porém este cenário está mudando. O que poucos ainda sabem é que a participação destas profissionais só tem aumentado, e elas vêm conquistando cada vez mais posições de destaque em empresas de TI.

Na IBM, por exemplo, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, com cerca de 400 mil colaboradores (cerca de 18 mil só no Brasil), as mulheres representam 34% da força de trabalho. Além disto, elas ocupam 33% dos cargos gerenciais da empresa.

E para quem não vê boas perspectivas de trabalho e crescimento no mercado de tecnologia, há inúmeras histórias de mulheres que foram bem sucedidas neste setor. Uma delas é Cintia Barcelos, que acaba de ser selecionada para participar da IBM Academy of Technology. O grupo, que reúne líderes técnicos da companhia, tem o objetivo de discutir e promover o estudo de projetos técnicos e melhorar a comunicação entre a comunidade técnica em benefício dos clientes e da sociedade. Como parte do IBM Academy of Technology, Cíntia irá se juntar aos 800 membros de todo o mundo, sendo a primeira participante mulher na América Latina. A profissional é formada em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e atua na IBM desde 1993. Começou a trabalhar na empresa como Especialista de IT, tendo sido ainda Líder Técnica em Infraestrutura de Serviços e Arquiteta de IT, função que ocupa no momento na área de Software da companhia.

Para fazer parte deste grupo é necessário ser um líder técnico reconhecido na IBM, ter contribuído para os negócios da empresa e ter um profundo conhecimento técnico. Cintia poderá comentar quais foram os fatores e diferenciais relacionados a estes três requisitos que lhe conferiram tal posição. Hoje, cada vez mais, é esperado que os membros seniores da comunidade técnica ajudem a formar os novos líderes, por meio de geração de capital intelectual, construção de comunidades, mentorização de profissionais entre outros.

Outro exemplo que podemos citar é o caso da gerente do laboratório de software da IBM Brasil, Cristina Zabeu. A executiva é brasileira, mas funcionária da IBM Estados Unidos há 11 anos. Cristina está no Brasil desde janeiro de 2007, quando foi designada para gerenciar o projeto de criação do laboratório de software da IBM no país. Ela começou com um pequeno time de profissionais responsáveis por desenvolver apenas uma linha de produto da família Maximo. Hoje, quase três anos depois e com uma equipe três vezes maior, o Lab já desenvolve praticamente todas as linhas de software da IBM, tanto para o mercado local como para todos os outros países onde a IBM atua. O laboratório da IBM Brasil já é o maior da América Latina (são três ao todo) e trabalha integradamente com outros 25 distribuídos por 4 continentes. Com as atividades do laboratório estruturadas, Cristina deverá voltar ao seu trabalho no laboratório da IBM da Carolina do Norte (maior laboratório da organização no mundo) no meio do próximo ano.

Cristina poderá falar sobre os desafios de liderar um time de profissionais predominantemente masculino e de perfil técnico, bem como comentar sobre sua experiência em trazer para o Brasil, com resultados já mensuráveis, projetos e iniciativas realizados na IBM Estados Unidos. Cristina possui graduação em Engenharia Elétrica pela Unicamp e é funcionária da IBM há 19 anos.

Programas e benefícios da companhia

Para complementar a pauta, além das personagens, Deborah Fagundes, líder do grupo de diversidade dedicado a discutir e trabalhar questões voltadas à carreira profissional da mulher, poderá comentar sobre a atuação do grupo e sobre os programas específicos que a companhia possui para o desenvolvimento e formação de mulheres que exercerem cargos de liderança. Ela também pode abordar a política de flexibilidade da companhia que permite trabalho home-office e oferece alguns benefícios específicos para o público feminino como o programa “IBM Baby”, de suporte às gestantes.

Mercado de TI

O mercado de tecnologia está em expansão no Brasil e está carente de mão-de-obra qualificada. Segundo o Índice Brasil para Convergência Digital, produzido pela Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), atualmente o número de profissionais formados em cursos de tecnologia é muito menor do que a demanda do mercado. O Brasil formará apenas 53 mil profissionais de Computação e Processamento de Tecnologia da Informação em 2011, quando neste mesmo ano, o país precisaria contar com 520 mil profissionais qualificados na área. Um déficit de quase 470 mil profissionais.

*Dora Ramos

O fluxo de caixa é a ferramenta mais eficaz para as empresas que pretendem ter total controle de entradas e saídas de seus recursos financeiros. É o instrumento de auxílio ao executivo nas tomadas de decisões mais importantes da organização, como prever as necessidades de captação de recursos e os períodos em que haverá sobras para aplicar esses excedentes de caixa nas opções mais lucrativas.

Em dezembro, o fluxo de caixa deve ser administrado com cautela. Nesta época, os gastos aumentam com o pagamento do 13° salário aos colaboradores, festas corporativas e benefícios especiais como cestas de Natal.  Mas é em janeiro que a situação tende a piorar, já que nesse mês a carga tributária é maior, além do acúmulo de pagamento das férias.

Para quem não quer iniciar o ano no vermelho, é importante saber que o planejamento de um fluxo de caixa pode ser realizado diariamente, mensalmente ou trimestralmente e é considerado também como um indicador de desempenho da empresa. Para os empreendedores da área de comércio, é recomendado que aproveitem os lucros com o aumento das vendas em dezembro, preparando-se para os gastos em 2010.

Em alguns casos, é comum as empresas se perderem nas despesas de final de ano e terem grandes problemas financeiros no início do próximo período fiscal. As causas podem estar relacionadas a falta de programação de um fluxo de caixa eficaz e bem alimentado. O mecanismo dessa ferramenta não é tão complexo quanto parece, mas é necessário que exista uma atualização constante do movimento financeiro, e, sobretudo, comprometimento com as informações. Além disso, é importante que a planilha seja de fácil entendimento e esteja sempre disponível para consultas do administrador.

Por ser um momento delicado para as contas da organização, é preciso maior atenção às relações com o contador, peça chave para que o sucesso financeiro seja possível. Sendo assim, a confiabilidade em seu contador deve ser repensada neste período. Esta é a hora de analisar os erros ocorridos durante a gestão que se encerra, para transformá-los em ações certas e produtivas para o próximo ano.

* Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br

A indústria de TI certamente vai se lembrar de 2009 como o ano que freou o crescimento acelerado dos últimos tempos, ainda que o Brasil tenha começado a dar sinais de recuperação muito antes de outros países. Na opinião de Ezequias Sena, presidente da Online Brasil, empresa de estratégias em tecnologias e negócios, “o cenário para o ano que vem prevê a retomada do crescimento das empresas e a volta dos investimentos em TI. Mas é preciso analisar o contexto e entender os principais problemas para buscar soluções adequadas”.

Sena aponta os cinco piores problemas que mais prejudicam empresas e funcionários e comenta os possíveis desdobramentos para 2010:

  1. Spam contaminado. “Quando se pensava que o recebimento de spams já havia atingido um nível máximo, a situação se mostrou ainda pior. Com a recessão, multiplicaram-se os oportunistas explorando a ilegalidade através da venda de listagens de e-mails. E, para piorar ainda mais, grande parte contém algum tipo de malware. Isso exigirá não só reforços na segurança das redes, mas medidas regulatórias e jurídicas mais rígidas.”
  2. Fim da segurança absoluta nas redes sociais. “Se antes as pessoas se sentiam despreocupadas enquanto acessavam as redes sociais, este ano alguns escândalos envolvendo redes mundialmente conhecidas provaram que ninguém mais, no ambiente virtual, está seguro a ponto de se descuidar. Certamente, essas empresas já estão tomando medidas para que a ação de criminosos não comprometa essa tendência que veio para ficar.”
  3. Malware ‘para viagem’. “Até bem pouco tempo atrás, era preciso deter um grau elevado de conhecimento técnico em programação para criar um malware. Entretanto, hoje em dia basta ter habilidade para encontrar kits praticamente prontos. Os efeitos podem ser tão devastadores para os negócios, que é como se alguém jogasse uma bomba na empresa. Só este ano, vários malware foram detonados via e-mail, disfarçados de notícias sobre a Gripe A, a morte de Michael Jackson, brigas nos bastidores do Campeonato Brasileiro de Futebol, entre outros. A prevenção ainda é a melhor forma de combate, e passa pelo franco diálogo entre a empresa e seus colaboradores.”
  4. Aumento de crimes virtuais. “Esse assunto tem mobilizado a indústria de TI e as autoridades, que buscam soluções, medidas de prevenção e punição mais efetivas. Apesar dos grandes passos que vêm sendo dados, a ameaça já se espalha para a telefonia móvel, exigindo reforço na segurança das redes. Nos Estados Unidos, por exemplo, há quem já esteja preocupado com a segurança virtual das urnas eletrônicas, inclusive.”
  5. Abuso de imagem. “Este ano houve um aumento relevante do uso da internet para divulgação de imagens e vídeos. Entretanto, se por um lado essa pode ser uma grande notícia, como para aqueles que já podem ter acesso ao resultado de um diagnóstico por imagem sem precisar se deslocar até a clínica, para aqueles que tiveram suas imagens usadas de forma desonesta, abusiva e até criminosa, o avanço apenas mostrou que é preciso que se adotem medidas punitivas mais rígidas.”

Fonte: Ezequias Sena, presidente da Online Brasil (www.onlinebrasil.com.br), empresa com 16 anos de atuação na área de TI, especializada em Segurança, Virtualização, Data Center e Sistemas.

Após o impacto negativo causado pela crise econômica mundial, que retraiu os investimentos das empresas no primeiro semestre, o setor de Marketing Direto retomou o ritmo normal de atividades nos seis meses seguintes e deve seguir a tendência de alta nos negócios em 2010.

A avaliação é de Rubens Stephan, sócio e presidente da MarketData, que aponta a realização de alguns eventos importantes a partir do próximo ano como fator de alavanca do crescimento. “Além da retomada mundial da economia, que tratará de compensar oportunidades perdidas em 2009, teremos em 2010 a realização das eleições presidenciais no Brasil e a Copa do Mundo de Futebol, que demandarão investimentos em marketing direto de grande escala”, afirma.

Na contra-mão da crise financeira mundial, a MarketData teve o priviégio de escapar dos reflexos da retração. Ao contrário, a empresa registrou um crescimento expressivo na receita, que superou as expectativas. “Entre os nossos clientes, felizmente tivemos exemplos de companhias arrojadas que ignoraram a crise e até investiram proporcionalmente mais”, revela Stephan.

Apesar do cenário positivo que se projeta para setor em 2010, o executivo ressalta que é preciso não exagerar na confiança. Para ele, da mesma forma que em 2009 o setor viveu uma epidemia de conservadorismo nos orçamentos, já que muitas empresas preferiram congelar os investimentos em Marketing Direto para não correr riscos, é válido considerar que, em 2010, haverá crescimento, mas não devemos esperar um milagre econômico. Stephan diz que prefere apostar em um ano de crescimento sólido, mas não explosivo.

A cautela se justifica porque, na avaliação de Stephan, as potencialidades do Marketing Direto ainda não são amplamente exploradas no mercado brasileiro por desconhecimento dos recursos que oferece, restrições orçamentárias ou visão distorcida que as a empresas têm sobre a aplicação das ferramentas.

Segundo ele, em 2009 as ferramentas de Marketing Direto que apresentaram maior demanda foram CRM/Database, E-mail marketing e programas de relacionamento. A própria MarketData implantou e gerenciou diversos programas formais de relacionamento e de CRM em seus clientes, principalmente os dos setores financeiro e de telecomunicações.

O executivo ressalta que um aspecto cruel das crises econômicas é que as ferramentas e técnicas de Marketing Direto são escolhidas não porque sejam consideradas mais eficientes ou mais adequadas para suprir uma demanda específica, mas porque exigem um menor investimento inicial. “O raciocínio que muitas vezes prevalece é que se não quero arriscar recursos em campanhas de propaganda, então posso liberar alguma verba para ações de menor custo”, comenta.

Apesar desse cenário, Stephan diz que o Database Marketing está ganhando uma visibilidade e reconhecimento que não existiam até pouco tempo atrás. Em grande parte, isso é fruto da preocupação generalizada com a medição dos resultados dos investimentos em marketing.

Fomos convidadas por Fabio Camatari a participar da blogagem coletiva do Almanaque do Bem sobre previsões que gostaríamos que se realizassem em 2010. Como somos jornalistas, transformamos a proposta em “Notícias que queremos ouvir em 2010”:

  1. Micro e pequenas empresas se recuperam da crise e dobram o faturamento em relação a 2009
  2. Brasil registra queda no índice de desemprego e criação recorde de novos postos de trabalho
  3. MPEs aumentam sua participação nas exportações brasileiras
  4. Produtos e serviços oriundos das micro e pequenas empresas dominam os lançamentos de 2010
  5. Governo cria projeto de incentivo às MPEs e dá isenção na certificação digital para NF-E
  6. 80% dos trabalhadores informais brasileiros aderiram ao MEI
  7. Cresce a participação feminina no cenário das micro e pequenas empresas brasileiras
  8. Brasileira integra a lista dos 100 líderes mais influentes do Brasil
  9. Brasil tem pela primeira vez uma mulher à frente da Presidência da República
  10. Empresas se reúnem e criam a maior corrente de apoio do mundo, doando mensalmente milhares de cestas básicas a famílias necessitadas

Estas são as manchetes que queremos ouvir em 2010 e esperamos sinceramente que não sejam fictícias.

Boas festas a todos e um 2010 repleto de realizações!

Re Alves e Laryssa Martins

Por Nilson Cortez Júnior*

Recentemente, “googliei” a palavra “inovação” e recebi mais de sete milhões de páginas. Idem para “empresas que inovam”, com mais de 1 milhão de repostas. Na TV, revistas, jornais, a palavra chave em toda propaganda é “inovação”. Isso sem mencionar as diversas palestras sobre o assunto, cursos de Pós e MBA, entre outros. Até mesmo a minha filha de nove anos, dias atrás, comentou que fez uma “inovação” na escola!

Bom, só se fala em inovação. Eu adoro inovação! Felizmente ou infelizmente estava na hora do assunto de geração de inovação ocupar o noticiário setorial e o geral.

Quantas pessoas estão gerando ideias por dia? Quantas evolucionárias e revolucionárias? Qual o tamanho deste estoque de conhecimento? Quantas dessas ideias estão engavetadas, incubadas ou perdidas no meio de tantas obrigações, compromissos, pensamentos e sentimentos?

Quando analisamos essas afirmações, do ponto de vista empresarial, descobrimos que excelentes ideias, capazes de incrementar ou revolucionar as coisas e o mundo são perdidas em meio ao caos da rotina diária!

Tratando-se do ambiente empresarial brasileiro, essa máxima fica ainda mais óbvia, pois temos uma capacidade ilimitada de criação e o nosso ambiente profissional ainda padece com a falta de cultura participativa, centralização e hierarquia temporal. Existem verdadeiras barreiras entre as grandes ideias e a alta administração das companhias.

É fácil constatar que as corporações gastam fortunas fazendo publicidade sobre inovação, mas onde está a verdadeira inovação? Onde estão os verdadeiros cases? Nós, consumidores comuns, não vemos essa inovação em qualquer aspecto de nosso relacionamento com essas empresas.

Se analisarmos o setor bancário, especificamente, sem tirar os méritos dos ganhos tecnológicos extremamente rentáveis, todos os bancos fazem tudo exatamente igual e jamais tiveram a ousadia de perguntar aos seus clientes o que de novo poderia ser acrescido. Ainda assim, todos são “empresas inovadoras”.

Seria muito interessante que as empresas que se intitulam “inovadoras” demonstrassem seu processo de inovação.

Minha sensação é a de que empresas inovadoras, salvo raríssimas exceções, não são aquelas que apenas intitulam-se. Existem exemplos, como o próprio Correios, que lançou sistema para que 80 mil de seus colaboradores possam interferir com ideias e inovações, mas nem por isso intitula-se uma empresa inovadora. Outro é a IBM, que criou e gere um sistema de produção e gerenciamento de inovação, tendo essa iniciativa como ferramenta de desenvolvimento.

Fato interessante é de que existem muitos casos de redução de custos, melhoria do ambiente e sensação dos trabalhadores quanto aos seus empregadores, contudo, mesmo diante de tudo isso, as organizações e empresas ainda não descobriram o valor de ouvir a suas comunidades para agregar valor aos seus objetivos. Atualmente, existem ferramentas gratuitas para a gestão de inovação e ideias!

Muitas empresas continuam gastando seu tempo e dinheiro apenas fazendo publicidade, intitulando-se inovadoras, sem demonstrar ou tornar sensível essa característica à sua comunidade. Então, pergunto: Onde estão as verdadeiras empresas inovadoras brasileiras?

* Nilson Cortez Júnior é consultor em Gestão de Ideias, especialista em Gestão Empresarial e Jogos de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e sócio-diretor da empresa de consultoria Ideias10 (www.ideias10.com.br / www.ideiar.com.br).

“O mês de dezembro é, em geral, o período de maior carga tributária para as empresas, pois, em razão das festas de fim de ano, o faturamento aumenta sensivelmente, aumentando, consequentemente, a incidência de carga tributária nas despesas. Além disso, a folha de pagamento dobra nesta época, em razão do décimo terceiro salário, dobrando também os encargos trabalhistas”, salienta o advogado tributarista do Cenofisco – Centro de Orientação Fiscal, Lázaro Rosa da Silva.

O problema é que, como o desembolso correspondente a esses aumentos se dá a partir do mês de janeiro do ano seguinte, muitos empresários acabam tendo dificuldade no controle financeiro do caixa. “É fundamental que o empresário tenha pleno conhecimento das obrigações tributárias e trabalhistas, pois o não cumprimento de qualquer obrigação acessória sujeita, como DCTF, DACON, CAGED e outras, pode acarretar em multa de no mínimo R$ 500,00. Já o não pagamento de qualquer imposto ou contribuição, no prazo definido pelos órgãos arrecadadores, pode fazer com que o contribuinte seja obrigado a arcar com juros e multa: os juros serão calculados com base na SELIC acumulada; e a multa corresponde a 0,33% ao dia de atraso, limitada a 20%”, alerta o especialista do Cenofisco.

Segundo Silva, para evitar surpresas no futuro, inclusive as relativas às possíveis novidades tributárias de fim de ano, é recomendável elaborar um controle de caixa, ainda que simples, que contemple as entradas, saídas e saldo a cada operação.

Fonte: De Léon Comunicações

Hoje decidi compartilhar a minha dúvida com vocês. Será que ainda existem bons vendedores no mercado? Será que as marcas se dão conta que o vendedor é o ponto de encontro entre produto e cliente?  Essas e outras perguntas começaram a pipocar na minha cabeça ontem a tarde.

Tudo começou quando descobri que uma amiga queria MUITO um batom da M.A.C (para quem não conhece: M.A.C é uma marca importada de cosméticos. Maiores informações aqui: http://www.maccosmetics.com/) que está super na moda! Eu como boa amiga fui atrás do tal batom. Fui direto a fonte e liguei na loja da própria M.A.C em Campinas, infelizmente o batom estava em falta e tive que continuar minha busca.

Liguei em outras lojas de cosméticos procurando o tal batom e nada. Na minha terceira tentativa, liguei em uma loja (de shopping!!!) e infelizmente me deparei com uma atendente despreparada. Logo que atendeu o telefone, perguntei se vendiam a tal marca do batom, a vendedora que me atendeu não sabia nem o que era M.A.C (detalhe: A loja só vende cosmético importado), pediu para eu aguardar. Fiquei esperando aproximadamente por 5 min para ter a resposta, negativa e desligar logo em seguida.

Desliguei o telefone e por um minuto tentei achar explicação para o inexplicável: o despreparo de uma vendedora! Na consultoria da Customizar, criamos algumas regrinhas que sempre passamos aos empreendedores e suas respectivas equipes: Ninguém pode vender um produto/serviço que não conhece! Então vamos tratar de conhecê-lo, afinal saber TUDO sobre o produto/serviço facilita (e MUITO) a venda! Além de conhecer o produto é necessário ter o feeling e oferecer mais do que o próprio cliente espera, ou seja, surpreendê-lo! Se a vendedora que me atendeu tivesse especulado sobre a minha compra, talvez tivesse ganhado uma cliente ali, oferecendo o que se encaixaria ao meu perfil, isto é, um batom semelhante ao que estava procurando. A única diferença é que seria de outra marca. Isso iria, com certeza me surpreender, por que jamais esperaria outra atitude dela a não ser desligar e acabar tudo ali.

Percebo que hoje que os vendedores (Ok. Não é a maioria!!) estão na inércia, só tratam bem aquele cliente fiel, que sempre compra com ele. Mas e os novos clientes, não merecem um bom atendimento? Afinal, não é só de clientes fidelizados que vivem as empresas. Quem aqui nunca foi ‘medido’ dos pés a cabeça ao entrar pela primeira vez em uma determinada loja? Isso já é de praxe nas vendas, principalmente na área da moda!

Já disse em vários post’s aqui no Gestão, relacionamento é TUDO! Não importa se o cliente é novo ou ‘velho’ trate-o bem sempre! Empreendedor: dê treinamento ao vendedor, coloque-o em experiência com o produto. Vendedor: seja mestres do bom senso nas vendas, e o mais importante não desista do seu cliente! Por MUITAS vezes somos surpreendidos pelas pessoas, prestem atenção nisso!

Mais uma experiência…espero que tenham gostado!

Um beijo

Juliana Manzato e Nayara Fadel

www.twitter.com/customizar

customizar@gmail.com

P.s – Estamos na ‘blogosfera’ aos interessados: www.customizar.blogspot.com

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